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    A bandeira de perto

    A imagem foi feita pelo cartunista Angeli. Não vou falar nada dessa vez. Tirem suas conclusões e guardem para vocês, ou teçam seus comentários à vontade. Até...

     



    Escrito por Beto Pacheco às 23h02
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    “O instante decisivo”

    Por Beto Pacheco

     

    Fiquei olhando para esta foto por um bom tempo antes de escrever. Ela tem esse poder. Parece algo banal, que acontece a qualquer momento, em qualquer canto do planeta. Entretanto, este registro fotográfico é uma das mais importantes imagens já feitas. Por um simples motivo: porque ela representa um conceito.

     

    Foto: Henri Cartier-Bresson 

     

    "O instante decisivo" vem para contrapor a idéia, até então vigente, que determinava que a fotografia seria, pura e simplesmente, o “espelho da realidade”. Quem sabe... Poderia até ter um pouco de verdade nesta afirmação. Porém – e isso é inquestionável -, a fotografia é autoral. Depende, além de tudo, de alguém por trás da câmera que ira compor de acordo com a sua sensibilidade.

     

    Cartier-Bresson, um dos nomes mais importantes dessa arte, mudou os olhares que cortavam as lentes com sua forma de fotografar. Era um artista. Escolhia o que pôr, como colocar os objetos e, principalmente, o momento exato de disparar o obturador. E, dependendo de suas escolhas, colhia pérolas como esta.

     

    Não lhes parece incomoda tal imagem? Não ficam com a sensação de que jamais saberemos, mesmo parecendo óbvio, o que aconteceu um milésimo de segundo após o clique? A foto ficará sempre na beira do abismo, no limiar da queda esperando um empurrãozinho para ganhar movimento. Pois esse é um poder que um simples “espelho da realidade” não consegue nos incutir. Apenas a arte (e Bresson inseriu a fotografia nesse contexto) pode. Simplesmente porque a arte não está no objeto, mas, sim, no repertório intelectual de quem a concebe e de quem a apreciará – aguardando, eternamente, uma leve ondulação que nunca virá.



    Escrito por Beto Pacheco às 08h27
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    O maior de todos os tempos

    Por Beto Pacheco

     

    Este cara aí da foto... Como assim, qual deles? Estou falando do Rei... Não, o Roberto Carlos não está no bolo. Ali só tem jornalistas. Estou me referindo ao Pelé. Ao cara que dizem ser o “maior de todos os tempos”. Pois quer saber: ele foi ultrapassado.

     

     

    Pelé na Vila Belmiro – Santos/SP – Foto: Pedro Martinelli

    (www.pedromartinelli.com.br)

     

    Sabe, quando iniciei com o blog, não tinha muitas pretensões e pensava: “se o meu pai entrar já está bom”. Foi então que descobri que meu pai não manjava muito de internet. Mas não me deixei abater e resolvi preparar algumas aulas básicas de informática para ele, porque senão acabaria ficando sem nenhum visitante. Meu pai melhorou bastante, acreditem. Já sabe até baixar música.

            

    Depois, mais familiarizado com a linguagem blogueira, comecei a reparar que algumas pessoas – não me perguntem o porquê – começaram a entrar na página. Opa!, começava a sentir que o trabalho rendia frutos.

     

    De repente, não mais do que de repente, estava nos calcanhares do Romário. Em busca do número 1000. Lembram? Foi uma luta árdua. Sem falar que o Baixinho tinha toda a mídia a impulsioná-lo. E eu, não. Mal e porcamente sobrevivo dos minguados e-mails que envio aos amigos (desculpa, rapaziada, um dia eu paro, prometo).

     

    Foi uma corrida contra o tempo. Chegar ao milésimo antes do Romário passou a ser uma questão de honra. E, para a minha surpresa, atingimos a meta. Com o apoio popular, chegamos à marca muito antes do dono da grande área, que ainda a busca freneticamente.

     

    Achei, então, que já tinha alcançado todos os meus objetivos. Porém, um belo dia, meu pai, aquele mesmo que mal sabia entrar na internet, falou: “Filho, daqui a pouco você alcança o Pelé!” O chão se abriu sob os meus pés! Era verdade! Como não havia notado antes? Mas, dessa vez, ficaria calado. Não queria marketing sobre esse fato. O Pelé, que fica se vangloriando tanto, levou quase vinte anos para somar seus 1284. Será que seria possível tal feito?

     

    Pois cá estamos: exatamente quatro meses após a inauguração, chegamos à incrível marca de 1330 acessos. Um fenômeno, mais abrangente que a pança do Ronaldinho e mais brilhante que panelas areadas com Assolan. Por falar nisso, como diria minha amiga Carolina Castro: “O Pelé está até fazendo propaganda da Bombril, que é para ver se não esquecem dele”. Na realidade, minha cara, ele está preocupado com a tamanha notoriedade que o Blog do Beto está alcançando, isso sim.

     

    E tem mais: não irei mais me acomodar. A partir de agora, seguirei em busca da marca do Oscar "Mão Santa". Quarenta e nove mil e lá vai pedrada... Duvida?

     

    Bom, preciso ir agora. Hoje é aniversário daquele fantástico cara que já domina a internet e vamos almoçar juntos. Um beijo, pai, e parabéns.



    Escrito por Beto Pacheco às 10h21
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    Em busca de outros destinos

    Por Beto Pacheco

    Ah!, o rio. Daqueles que provocam sorrisos ao serem contemplados. As paisagens mais belas, muitas vezes, contêm rios que as cortam. Descem sinuosos, com suas águas cristalinas e refrescantes. Há rios dos mais diversos tipos: largos; estreitos; compridos; profundos; com pedras; gelados, em alguns momentos; e em outros, nem tanto. Sempre ávidos por nos proporcionar deliciosos banhos. Sempre a postos para nos brindar com cativantes divertimentos.

     

    Desde que existem são assim. Passaram as Eras correndo para o mar, seguindo sempre o mesmo rumo. Fortes, sem se preocuparem com o que estava à sua frente. Passavam por cima de tudo em busca de seus destinos. Nada podia detê-los.

     

    Contudo, eis que chegou à Terra um bicho que se proclamava muito sabido. Fincou sua bandeira e começou a promover o que chamava de “benfeitorias”. Não conseguia viver no mundo como este havia lhe sido ofertado. Fácil demais. Eram necessárias mudanças.

     

    O bicho-homem “precisava” de desafios. Como seria possível viver apenas com o que a natureza lhe dava? Não! Tinha que transformar o mundo. Para isso estava aqui. Para isso havia sido criado. E com os seus fantásticos “polegar-opositor e tele-encéfalo altamente desenvolvido” (Furtado, 1989), começou a alterar o mundo à sua volta.             

     

    Esgoto despejado, sem tratamento, no Rio Belém - Curitiba/PR

    (foto: Beto pacheco)

     

    Pensa que os rios passaram despercebidos de tal bicho? Pois eles se tornaram parceiros perfeitos. O Homem logo percebeu que não podia viver sem suas águas, pois sempre que tentava partia dessa para melhor - ou pior, vai saber.

     

    Além do mais, o rio também se mostrara um importante meio de condução, servindo de estrada para embarcações ao longo dos tempos. Ora, que diabos! Se podia servir tão bem a tais propósitos, por que não poderia, por exemplo, servir de despejo para dejetos? E olha que o Homem produzia dejetos a valer e precisava de um meio de escoá-los para bem longe. Parecia que o rio tinha sido feito sob medida. E, sendo assim, não se podia desperdiçar tamanha oportunidade, não é verdade? - Por Beto Pacheco

     

    Arredores do Belém. Mato esconde o lixo deixado às margens do rio

    (Foto: Beto Pacheco)



    Escrito por Beto Pacheco às 09h32
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