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ATEMPORAL
Quino!
Hoje, na coluna Atemporal (que abre espaço para outros autores que não este que vos fala – nossa!, que petulância), o Blog do Beto mostra um pouco da genialidade de um cartunista... Não, não sou eu. Apesar da minha habilidade já aclamada por crítica e público. Estou falando do argentino - eu sei, eu sei, mas calma, ele é bom – Joaquín Salvador Lavado. Ou, simplesmente, Quino.


Criador da Mafalda, uma das personagens mais famosas do mundo, Quino tem um traço exclusivo e uma mente afiada. Seus trabalhos são universais e mostram que muitas vezes não é necessário usar a palavra escrita para se dizer algo. Um exemplo incontestável de que a pena realmente é mais poderosa que a espada.

Com relação à sua principal personagem:
... Umberto Eco definiu a Mafalda como uma “heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é [...] reivindicando o seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais”. (fonte: www.quino.com.ar)

Gostaram? Bem, qualquer dia desses volto com os meus próprios desenhos... Hei, pessoal, aonde vocês estão indo? Voltem, por favor, eu estava brincando...
Escrito por Beto Pacheco às 00h08
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Projeto Parcerias está de volta
O terceiro texto do projeto foi feito por minha amiga Claudia Perin. A minha participação neste trabalho foi bem pequena, só metendo o bedelho onde talvez não devesse. Talvez! De qualquer forma, voltamos à carga e em breve virá mais parcerias por aí. Ah!, Claudia, relaxa com essa história dos copos desalinhados... Beijos e abraços.
Hoje
Por Claudia Perin
Hoje, eu li tantos blogs, poemas e artigos, em busca de explicação - nas palavras de outras pessoas - para o que eu sinto por você. Como se essa atitude tornasse mais confiável o meu sentimento. Como se eles lá fora, e não eu, tivessem todas as respostas.
Essas pessoas dizem coisas sobre a prisão, a escuridão, o apego pelo ser amado... Choram, esculhambam, desabafam, vomitam toda a sua dor, toda a sua frustração e o seu despeito. Muitas vezes, é verdade, afrouxam um pouco, mas logo voltam à carga. Erguem a couraça e lutam – uma luta vã, pode ser – contra o que sentem.
Mas eu não posso usar nada do que eu li com você, não consigo lutar da mesma forma expondo tudo o que assimilei, porque meu sentimento latente é medo. Pelo menos por hoje, é medo.
Sabe, queria poder lê-los amanhã. Não porque haveria mudanças nesses textos. Mas porque amanhã, provavelmente, haveria mudanças em mim. Talvez, olhasse esses mesmos blogs, poemas e artigos sob outra perspectiva. Talvez.
Talvez amanhã o meu medo de não mais sentir o seu cheiro, sentir o seu gosto, o calor do seu corpo seja maior do que meu medo de te falar tudo isso. Talvez a idéia de rejeição não seja tão aterrorizante quanto o fantasma eterno do “e se”.
Amanhã, quem sabe, eu tenha coragem de sair da minha inércia conveniente, da minha bolha de proteção do não fazer. Quem sabe até eu pare de me esconder atrás do medo.
A única certeza é a de que o amor, por mais confuso e amedrontador que pareça, não é passível de explicações. O amor não está em tabelas periódicas, não se encontra em nenhum manual ou enciclopédia... Não está naqueles blogs, nem nos livros, tampouco nos artigos que eu li.
O amor está mais perto do que eu supunha, é mais simples do que eu acreditava. O amor está no meu corpo todo, no ar que eu respiro, nas palavras que falo. E talvez amanhã, quando eu me der conta disso tudo, o medo dê lugar à paz de espírito e eu possa, enfim, desfrutar da sensação mágica de amar, ao invés de ficar me remoendo em busca de explicação para o que é inexplicável.
Escrito por Beto Pacheco às 10h07
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De maçãs a passarinhos
Por Beto Pacheco
Estava acampando certa feita (é, houve épocas em que eu acampava) e, de manhã cedo, ainda acomodado dentro da barraca, comecei a perceber uma movimentação lá fora. No início, fiquei temeroso: “Serão nativos cruéis e impiedosos?”. Mas logo o ar sonolento do despertar foi passando e recordei que me encontrava em um camping. Nada muito selvagem.
No entanto, este camping era na Ilha do Cardoso (esta, sim, um pouco mais selvagem). O burburinho crescia e decidi tomar coragem - apesar de, em virtude do sono, ainda não estar totalmente certo de que não levaria uma flechada - e ver o que se passava.
O grupo estava reunido ao redor de uma árvore. Todos olhavam para cima e discutiam o que fazer. Fui chegando de mancinho, tentando reconhecer alguem no grupo. Uma coisa era certa: não havia ninguém de cocar na cabeça, o que me deixou mais tranqüilo. Ao seguir a direção em que todos olhavam, deparei-me com uma cena terrível: um ninho de passarinhos... Calma - não deixa eu molhar o bico -, não era o ninho em si o problema, mas o que viria a acontecer com ele.
Dentro da dita morada, feita com galhos e folhas secas, se encontravam dois filhotinhos. Lá estavam eles, na maior algazarra, com seus pais voando em volta e fazendo uma barulheira daquelas. Achei bacana aquela demonstração de vida. Só não entendia o porquê de tamanho rebuliço em torno disso.
Não entendi porque sou demasiadamente urbanizado e às vezes esqueço das chamadas leis da natureza. O fato é que lentamente, sorrateiramente, friamente, outra personagem entrava na história. Esta, sim, o motivo do tumulto. Uma cobra (não sei de que espécie, pois prefiro manter distância desse bicho) subia pelo tronco rumo ao ninho. Era amarelada, longilínea e movimentava-se de maneira dissimulada.
A tensão fora instalada entre aqueles que queriam deixar as coisas seguirem seu rumo (porque eram óbvias as leis que regiam tal situação) e os que queriam matar a peçonhenta a pauladas, salvando assim as aves recém encarnadas. Grave dilema.
Continua...
Escrito por Beto Pacheco às 09h12
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Continuação
Se não existíssemos – nós, Homens – a escamosa faria seu lanchinho tranqüilamente. Na realidade, quem éramos nós para estarmos lá, invadindo o lugar que sempre fora a sua casa? Se bem que, por outro lado, os passarinhos eram frágeis, indefesos. Não podíamos deixar que se fossem, assim, de forma tão vil. Além do mais, e se a infeliz volta mais tarde para nos fazer uma visitinha enquanto dormíamos?
Bem, discute daqui, discute dali, e a Que-Logrou-Adão foi subindo, subindo... Os pais alados não sabiam o que fazer. Não podiam com tamanha inimiga. E nós, aqui debaixo, sensibilizados.
Eu, particularmente, confesso que fiquei dividido. Por um lado, não admito que o Homem meta o bedelho nas coisas da Mãe Natureza. Era óbvio que deveríamos ficar quietos no nosso canto. Mas, por outro, odeio esse animal sem pernas. Não sei explicar o motivo, mas não posso com a danada. Nem chegar perto.
Mas, sabem, tamanha dúvida me fez pensar que nem sempre aquilo que julgamos correto o é. Nem sempre o que nos parece feio, asqueroso, é necessariamente mau. Muitas vezes, a possível injustiça nada mais é do que algo natural, parte integrante do mundo. É uma questão de despir-se de preconceitos inoculados artificialmente e buscar a essência das coisas.
Resumindo a história: a cobra abocanhou os filhotes e nós, que observamos a tudo de perto, seguimos nossas vidas - sem levar nenhuma flechada.
Escrito por Beto Pacheco às 09h11
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Buemba! O Papa batiza a gasolina!
Por José Simão (Jornal do Estado/PR – 08/05/2007) BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! E a eleição na França? Tava parecendo receita médica: ‘Sargolène cura gripes e resfriados, mas, se o caso for de azia ou má digestão, tome já um Sarkozy’. Rarará! Voltamos pra Idade Média; o Papa tá chegando! O Rotweiller de Deus! O Pastor Alemão! Cuidado: Papa anti-social! E diz que o Papa vem pra canonizar o Frei Galvão e `cananizar' o Lula! E essa nova indagação: Frei Galvão levitava? Se ele levitava, sorte dele. Porque com essa zona aérea, só levitando mesmo! E estão batizando tudo pra chegada do Papa. Principalmente a gasolina. O Brasil é um país tão católico que até a gasolina é batizada. Vou acabar trocando o meu tanque de gasolina por uma pia batismal! E o Papa podia aproveitar e batizar o diesel e o álcool. Papaflex! E essa manchete: '97% dos brasileiros acreditam em Deus'. Eu também. Eu acredito em Deus. Deus é que não acredita em mim! Rarará! E, na realidade mesmo, o Papa vem pra criar uma nova dupla sertaneja: Chico Bento e Frei Galvão! E o Papa é a cara do Erasmo Dias. O Papa é a cara do tio Chico da Família Adams. O Papa é a cara do Hannibal Canibal de `O Silêncio dos Inocentes'. Ou seja: o Papa tá fazendo mais sósias do que católicos. Rarará! Se o papa fosse para o Rio, ia ser pá!pá!pá!pá! E ele tá vindo no mês errado. Alemão com aquela cara devia vir pra Oktoberfest! E o nome dele? Ratzinger. Então, eu sei como ele foi eleito. Os cardeais véinhos estavam todos gripados e começaram a espirrar: ratzinger, ratzinger, ratzinger. E ele disse que pediu a Deus pra não ser eleito. Então, Deus não ouviu as preces do Papa! Rarará!
Escrito por Beto Pacheco às 09h43
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